quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Associação Ensino Livre apresentou no seu site uma carta aberta aos professores sobre software livre onde sintetiza o conceito de Software Livre, as suas vantagens e desvantagens, a nivel económico e académico.

Para ler a carta aceda a este link: Carta aberta aos professores sobre Software Livre.

A Associação Ensino Livre encontra-se sediada nas instalações da Associação Diogo de Azambuja em Montemor-o-Velho, sendo que conta com parcerias e membros activos em vários pontos do país.
 A Associação tem como finalidade promover a utilização de software livre e a produção de conteúdos livres nos processos de aprendizagem, nomeadamente ao nível do sistema de ensino. 

No sentido de incentivar processos de construção de conhecimento e de aprendizagem, a Associação leva a cabo iniciativas como:

1.divulgação de software livre e conteúdos livres junto dos agentes de ensino;

2.acções pedagógicas junto de professores e alunos;
3.aconselhamento sobre software livre e conteúdos livres junto dos agentes de ensino;
4.desenvolvimento e suporte a software livre, especialmente de vocação educacional;

5.manutenção e promoção de pontos de reunião da comunidade de software livre;
6.organização de conferências nacionais e internacionais sobre a temática do software e conteúdos livres, nomeadamente de vertente educativa;


Para apoiar esta iniciativa, visite http://www.escolaslivres.org/?q=node/118.

Comparação de Custos entre StarOffice, OpenOffice.org e Microsoft Office

 A sun apresentou à poucos dias um white paper onde apresenta a comparação de custos na utilização do StarOffice 9 , o OpenOffice.Org e o Microsoft Office.
Neste documento indica não só os custos de aquisição das diferentes Suites, como é o caso do licenciamento, mas também os restantes custos relacionados com a implementação de uma Suite de Produtividade. Estes custos passam também pela implementação ou migração, pela formação, e até pela administração dos sistemas.
Um bom documento para que quiser ver ou apresentar  as vantagens vs. custo das diferentes suites.

Para o download aceda ao link: Download do white paper. 

P.S. Atenção que para descarregar o documento é necessário estar registado no site da Sun.

Migração do Microsoft Office para o OpenOffice.org

A Sun lançou um interessante guia para quem pretende implementar a migração da suite de produtividade da Microsoft para o Openoffice ou o StarOffice.
Aqui estão os principais tópicos abordados neste guia:
* A formação dos utilizadores.
* Analizar e migrar documentos.
* O tratamento de aplicações de terceiros.
* Preparar uma estratégia de avaliação da migração.
* Supervisionar o cenário pós-implementação.


O download do guia pode ser feito através deste Link:Download do guia de migração para o OpenOffice.org


P.S. Atenção que para descarregar o guia é necessário estar registado no site da Sun.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sofware Livre nas Instituições

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A Utilização de Software Livre em Instituições.
 Aplicado a Meios Pequenos e zonas rurais

Trabalhando no ramo da assistência técnica tenho vindo a notar que, tendo em conta o volume de máquina utilizadas nas várias instituições os valores orçamentados para o licenciamento de aplicações de produtividade, como é exemplo o Microsoft Office, são extremamente elevados. Este facto, aliado a alguma falta de consciencialização na correcta utilização legal do software proprietário adquirido, leva a que muitas instituições estejam neste momento a utilizar de forma ilícita várias aplicações que utilizam no diariamente para realizar o seu trabalho.


É dentro deste contexto que vejo que o software livre pode ser aplicado nas instituições presentes em locais parcos em recursos como é o caso da maior parte das ilhas açorianas.


Esta questão tem levantado muita polémica pois em oposição ao modelo proprietário que, com a sua aquisição, oferece na maior parte dos casos o suporte para a utilização dessa mesma aplicação, no caso do software livre esse suporte à aplicação é um dos meios que as empresas que trabalham com software livre dispõem para rentabilizar o seu negócio, pelo que por vezes alguma aplicações apresentam custos inferiores ao software livre tendo em conta os custos associados ao suporte.


Do meu posto de vista, os custos de suporte a software livre pode ser bastante reduzido se olharmos para a sua aplicação a longo prazo e é assim que, associado à presença de um técnico de informático com as devidas habilitações, podemos utilizar os software livre tendo praticamente como custo único a vencimento de um técnico de informática qualificado que na maior parte das instituições seria uma mais valia na redução de custos com outsourcing e consultadoria que se presencia actualmente e que ultrapassa em muito os custos da colocação de um técnico de informática a tempo inteiro.


Bom, voltando à questão da implementação de software livre existem actualmente vária excelentes opções para quem pretende produtividade a custos reduzidos.


Vejamos, na aquisição de uma máquina com sistema operativo gnu/linux em vez do Windows pode-se poupar cerca de 50 a 100 euros por máquina. Na utilização do Openoffice em vez do Microsoft Office pode poupar-se quase 250 euros por licença!


Estes valores aplicados à aquisição de 30 máquinas chegam aos 10500 euros. este valor pode ser utilizado na aquisição de um técnico de informática e na sua formação neste tipo de software.


Muitos poderão pensar, mas após a aquisição das máquinas e do software não haverão mais custos, para quê pagar a um técnico a tempo inteiro, certo? Errado! O software proprietário, especialmente o típico Windows e Microsoft Office apresentam prazos de renovação do software de em média 2 anos o que significa que será sempre mais barato ter um técnico a tempo inteiro. A única situação que trará mais custos à instituição será a necessidade de dar formação especializada ao técnico de informática, se bem que parece-me que esta é uma necessidade também sentida no software proprietário pois sem formação não se pode evoluir, qualquer que seja a situação.


Outro pormenor a ter em atenção é a formação dos recursos humanos na utilização do software livre pois actualmente assistimos a uma dependência enorme do interface do Microsoft Office e do Windows. Mesmo assim surpreende-me que com todas as mudanças presentes no Windows com o Vista e no Office com a versão 2007 se encontre ainda resistência na utilização de gnu/linux e Openoffice. Ainda assim noto que as pessoas tem uma capacidade de adaptação notável se se mostrarem abertas à implementação do software livre. Nesse caso teremos à disposição dos funcionários alguém que lhes poderá dar a formação necessária nessa área bem como outras que a instituição ache necessária e o técnico de informática se sinta à vontade a dar formação. Mais uma vez observamos a redução de custos com a formação dos funcionários que poderão obtê-la no próprio local de trabalho, sem quaisquer constrangimentos de deslocações e horários.


Em uma situação em particular terei de dar a mão à palmatória. Na utilização da maioria do software de gestão e de aplicações técnicas especializadas não há escapatória à utilização do Windows para correr essas aplicações. Temos sempre a possibilidade de encontrar um substituto em software livre mas se isso significar perda de produtividade da parte do funcionário torna-se uma solução inviável. No entanto nada impede de termos um ambiente misto de sistemas operativos sempre que tal o justifique pois uma boa implementação permitirá a coexistência pacífica entre máquinas gnu/linux e Windows.


Assim, resumidamente, a implementação de software livre em instituições, especialmente em meios pequenos traria vantagens consideráveis na redução de custos com novas tecnologias e em alguns casos resultaria ainda em mais um posto de trabalho garantido pois com a implementação do software livre considero fundamental a presença de alguém que garanta que os funcionários conseguirão tirar o máximo proveito do software que utilizam e impedir que se volte a equacionar a compra de aplicações para algo que pode ser feito sem quaisquer custos ao nível do software.