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A Utilização de Software Livre em Instituições.
Aplicado a Meios Pequenos e zonas rurais
É dentro deste contexto que vejo que o software livre pode ser aplicado nas instituições presentes em locais parcos em recursos como é o caso da maior parte das ilhas açorianas.
Esta questão tem levantado muita polémica pois em oposição ao modelo proprietário que, com a sua aquisição, oferece na maior parte dos casos o suporte para a utilização dessa mesma aplicação, no caso do software livre esse suporte à aplicação é um dos meios que as empresas que trabalham com software livre dispõem para rentabilizar o seu negócio, pelo que por vezes alguma aplicações apresentam custos inferiores ao software livre tendo em conta os custos associados ao suporte.
Do meu posto de vista, os custos de suporte a software livre pode ser bastante reduzido se olharmos para a sua aplicação a longo prazo e é assim que, associado à presença de um técnico de informático com as devidas habilitações, podemos utilizar os software livre tendo praticamente como custo único a vencimento de um técnico de informática qualificado que na maior parte das instituições seria uma mais valia na redução de custos com outsourcing e consultadoria que se presencia actualmente e que ultrapassa em muito os custos da colocação de um técnico de informática a tempo inteiro.
Bom, voltando à questão da implementação de software livre existem actualmente vária excelentes opções para quem pretende produtividade a custos reduzidos.
Vejamos, na aquisição de uma máquina com sistema operativo gnu/linux em vez do Windows pode-se poupar cerca de 50 a 100 euros por máquina. Na utilização do Openoffice em vez do Microsoft Office pode poupar-se quase 250 euros por licença!
Estes valores aplicados à aquisição de 30 máquinas chegam aos 10500 euros. este valor pode ser utilizado na aquisição de um técnico de informática e na sua formação neste tipo de software.
Muitos poderão pensar, mas após a aquisição das máquinas e do software não haverão mais custos, para quê pagar a um técnico a tempo inteiro, certo? Errado! O software proprietário, especialmente o típico Windows e Microsoft Office apresentam prazos de renovação do software de em média 2 anos o que significa que será sempre mais barato ter um técnico a tempo inteiro. A única situação que trará mais custos à instituição será a necessidade de dar formação especializada ao técnico de informática, se bem que parece-me que esta é uma necessidade também sentida no software proprietário pois sem formação não se pode evoluir, qualquer que seja a situação.
Outro pormenor a ter em atenção é a formação dos recursos humanos na utilização do software livre pois actualmente assistimos a uma dependência enorme do interface do Microsoft Office e do Windows. Mesmo assim surpreende-me que com todas as mudanças presentes no Windows com o Vista e no Office com a versão 2007 se encontre ainda resistência na utilização de gnu/linux e Openoffice. Ainda assim noto que as pessoas tem uma capacidade de adaptação notável se se mostrarem abertas à implementação do software livre. Nesse caso teremos à disposição dos funcionários alguém que lhes poderá dar a formação necessária nessa área bem como outras que a instituição ache necessária e o técnico de informática se sinta à vontade a dar formação. Mais uma vez observamos a redução de custos com a formação dos funcionários que poderão obtê-la no próprio local de trabalho, sem quaisquer constrangimentos de deslocações e horários.
Em uma situação em particular terei de dar a mão à palmatória. Na utilização da maioria do software de gestão e de aplicações técnicas especializadas não há escapatória à utilização do Windows para correr essas aplicações. Temos sempre a possibilidade de encontrar um substituto em software livre mas se isso significar perda de produtividade da parte do funcionário torna-se uma solução inviável. No entanto nada impede de termos um ambiente misto de sistemas operativos sempre que tal o justifique pois uma boa implementação permitirá a coexistência pacífica entre máquinas gnu/linux e Windows.
Assim, resumidamente, a implementação de software livre em instituições, especialmente em meios pequenos traria vantagens consideráveis na redução de custos com novas tecnologias e em alguns casos resultaria ainda em mais um posto de trabalho garantido pois com a implementação do software livre considero fundamental a presença de alguém que garanta que os funcionários conseguirão tirar o máximo proveito do software que utilizam e impedir que se volte a equacionar a compra de aplicações para algo que pode ser feito sem quaisquer custos ao nível do software.
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